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14 agosto 2020 Dicas

Como o PIX, plataforma de pagamentos instantâneos, mudará a vida dos brasileiros?

O Banco Central anunciou no início deste ano o lançamento do PIX, sistema de pagamentos instantâneos, que possibilitará transferências e pagamentos em qualquer dia e horário e permitirá transações entre pessoas, empresas e governo.

Além da facilidade de fazer transferências em qualquer momento, as transações poderão ocorrer em até 10 segundos. O bom disso é que não será necessário esperar dias para que o dinheiro caia na conta.

O início do cadastro dos dados dos usuários teve início em 5 de outubro. Já a ferramenta entrará em pleno funcionamento a partir de 16 de novembro.

Porém, o PIX fez surgir uma série de questionamentos não só a respeito de como nos relacionamos com o dinheiro, mas sobre como os meios de transferência tradicionais, como o DOC e TED, e pagamentos por cartão de débito sobreviverão a essa evolução.

O que é o PIX?

O PIX é o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central para que as transações ocorram em tempo real em qualquer dia ou hora.

Marca Pix do Banco Central.

Além da velocidade no pagamento, já que as transações poderão ser realizadas em poucos segundos, diminuirá custos das transações, pois as transferências ocorrerão diretamente entre pagador e recebedor através da infraestrutura do próprio Banco Central.

Como o PIX vai funcionar?

O sistema de pagamentos instantâneos estará disponível para transações entre pessoas, pessoas e estabelecimentos, entre estabelecimentos e entidades governamentais.

Para que o pagamento instantâneo ocorra é necessário que pagador e recebedor tenham acesso a aplicativo de um Prestador de Serviço de Pagamento (PSP), que pode ser um banco, instituição de pagamento ou fintech. Nele será possível escolher a opção PIX para que a transação seja em tempo real, ou seja, o dinheiro cairá na conta em poucos segundos.

Modelos de pagamento do PIX

Há duas formas para que o pagamento seja iniciado: a partir da inserção de dados do usuário, conhecidos como chaves de endereçamento, ou através de QR Code.

Inserção de dados do usuário: A identificação do usuário, pagador e recebedor, pode ser realizada através do número de celular, CPF, CNPJ, e-mail ou EVP (número aleatório enviado pelo sistema).

QR Code: O QR Code poderá ser gerado tanto pelo pagador quanto pelo recebedor, de forma estática ou dinâmica.

• QR Code Estático: O mesmo código pode ser usado em diversas transações. Neste caso, o pagador pode definir anteriormente um valor fixo ou inserir um valor no momento do pagamento.
• QR Code Dinâmico: Um código é gerado para cada transação, além de permitir que outras informações sejam incluídas, como dados do recebedor.

O PIX mudará o que conhecemos hoje

Com a chegada do PIX é possível que métodos tradicionais de transferência, como o DOC e TED, sofram grande impacto.

A causa disso é pela facilidade, velocidade e conveniência dos pagamentos instantâneos, além da liberdade em poder realizar transações em qualquer momento.

Mas, não podemos esquecer do custo-benefício, pois há bancos que podem cobrar mais de R$ 20 por transferências DOC e TED, adicionando a esse ponto uma melhor experiência dos usuários.

Outro método de pagamento que pode sofrer impacto é o cartão de débito, já que é um meio que exige que o cliente tenha conta em banco.

Como o PIX não exige que o usuário seja bancarizado, ele promove inclusão financeira ao permitir que usuários que não possuam cartão consigam realizar pagamentos, enviar e receber dinheiro.

Agora é só esperar!

É muito possível que o PIX traga efeitos positivos para os brasileiros, tanto para pagadores como para recebedores, não só na velocidade de realizar pagamentos, mas, também, na segurança e baixo custo.

Essas características possibilitam a melhoria da experiência de clientes e promove a inclusão financeira. Tudo isso mudará a forma como nos relacionamos com o dinheiro.