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08 março 2019 Pagcerto

Como é ser uma mulher na tecnologia? #8M

Como é ser mulher na tecnologia?

Já se perguntou quantas mulheres você conhece que trabalham diretamente na tecnologia? A história da mulher na computação teve muitas contribuições, como de Ada Lovelace, Hedy Lamarr, Grace Hopper. Pensando nisso, convidamos algumas das colaboradoras de diferentes setores da Pagcerto para responderem à seguinte pergunta: “Como é ser mulher na tecnologia?” Os depoimentos e relatos completos você acompanha abaixo.


Lanay Marques
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Lanay Marques

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Curiosidade e incentivo nunca faltaram na trajetória de Lanay Marques. Aos 12 anos, ela ganhou o seu primeiro computador, e foi ali que tudo começou. Lanay conta que foi aquilo que a ‘despertou’ para navegar na internet, abrir a sua mente e ampliar seu conhecimento. Com isso, no ensino médio, ela começou um curso de informática, onde aprofundou seus conhecimentos técnicos e teve a certeza que levaria para toda a vida: ela queria ser uma profissional da área de informática. Chegou a participar da Olimpíada do Conhecimento, onde se destacou na etapa estadual e foi para a nacional, em São Paulo.

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Na área de informática, Lanay percebeu que não se tratava somente de curiosidade, mas de realmente ter amor pelo que faz. “Não só pela curiosidade que eu tinha despertado lá pelos 12 anos, mas realmente por encanto”. Ela é uma mulher na tecnologia. Mesmo sendo uma área dominada por homens (principalmente em sala de aula), e com todos os rótulos, dificuldades e até mesmo resistência por parte de algumas pessoas, tudo isso só serviu de motivação para Lanay continuar. Com o seu pai sempre ao lado, ela conseguiu seu primeiro emprego aos 18 anos e hoje é Analista de Redes na Pagcerto.  
 
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“Quero dizer pra você mulher, que lute pelos seus sonhos. Apesar de ainda ter mais homens que mulheres, a área é feita de pessoas, que realmente amam aquilo que fazem. Faça acontecer! O Dia da Mulher é especial por isso, porque a mulher tem força para conseguir aquilo que quiser. Onde ela quiser estar, ela pode estar.”


 
Ilka Fernandes
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Ilka Fernandes

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Aos 18 anos e na aeronáutica. Ilka Fernandes lembra como se fosse ontem quando começou na área de informática. Apesar de uma rápida passagem pela área de saúde, por ironia do destino ela acabou voltando para a área de tecnologia, onde passou a trabalhar com suporte técnico. Ilka ainda não tinha ensino superior, e foi quando resolveu estudar. 

Para ela, ser uma mulher na tecnologia é já sentir uma certa diferença, já que a grande maioria do público ainda é formada por homens. Ela conta que percebia uma certa resistência na linguagem, mas com muita força de vontade e persistência, conseguiu terminar o curso. Desenvolver competências e ir se identificando em determinados setores foram ferramentas essenciais para alcançar o posto de Gerente de Projetos que tem hoje aqui na Pagcerto. Ela começou na área administrativa, financeira e atualmente está à frente da equipe de T.I, e quando se fala de uma startup e fintech, os desafios são ainda maiores.  
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Maiores porque abrangem não somente a área de finanças, mas também de desenvolvimento de códigos e gerenciamento de pessoas. “É bastante desafiador pelo fato de eu ser uma mulher à frente de uma equipe e ao mesmo tempo ter que incentivar e motivar, não é um trabalho fácil”. Hoje, ela enxerga como satisfatório ser uma mulher inserida no mercado de tecnologia, desbravando, e sendo boa no que faz. “Às vezes a gente é até melhor que muitos homens da área”, brinca Ilka. 

“As mulheres conseguem ser multitarefas, absorver mais, direcionar, pensar e ver além do que estão desenvolvendo, já enxergando os impactos em todas as outras áreas, e trabalhando tudo de forma integrada”. Ela finaliza dizendo que, seja em qualquer área, a mulher precisa estar tão inserida quanto a tecnologia é hoje na vida das pessoas. “Não se sintam reprimidas, os desafios estão aí e eu desejo que todas as mulheres sejam fortes, sigam seus sonhos e não desistam no primeiro obstáculo. A gente ainda vive numa sociedade um pouco resistente para a mulher, mas é gostoso quando você consegue sonhar e cumprir com seus objetivos. Apesar de todas as forças opostas, usem isso para seguir em frente.”

 
Gabriella Coutinho
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Gabriella Coutinho

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Como Coordenadora de Marketing da Pagcerto, Gabriella acredita que ser uma mulher na tecnologia, sobretudo no Marketing Digital, é perceber que ainda se trata de um mercado dominado por homens. “A partir do momento em que se chega numa categoria como a de coordenação, é preciso receber um pouco de credibilidade, diferente de muitos homens que já recebem uma credibilidade natural por serem homens. A sensação que eu tenho e o que eu vejo é que é preciso lutar mais.”  
 
Ela admite que tem enxergado uma evolução do mercado, com cada vez mais mulheres assumindo cargos de coordenação, gerência, e avalia como extremamente importante esse avanço para trazer algo de positivo para as empresas de tecnologia.  
 
Para as mulheres, o recado da Gabi é que sigam a sua intuição. “Nós temos o conhecimento, nós temos o estudo, muitas mulheres já possuem pós-graduação, mestrado, então sigam o que vocês sabem que estão fazendo, sigam o processo. Entender o processo é importantíssimo pra fazer a diferença no caminho que você está trilhando e chegar num resultado extremamente satisfatório.” 

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 Thiciane Couto
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Thiciane Couto

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Quando começou na Pagcerto em 2017, Thiciane Couto não pôde deixar de perceber que era a única mulher da equipe de T.I. Apesar disso, ela contou que nunca se sentiu excluída ou diminuída com alguma forma de preconceito.  Ela conta que a equipe sempre foi muito dinâmica, acolhedora e compreensiva, e foi essa união que colaborou para a profissional que é hoje.
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A tecnologia entrou na sua vida por volta dos 16 anos. “Foi através de um colega meu, que percebendo que eu sempre fui bastante curiosa, perguntou por que eu não fazia algo voltado à tecnologia no vestibular. Daí eu pensei: por que não? Vou fazer! E foi quando eu pesquisei, achei o curso de Ciência da Computação e decidi que era aquilo que eu queria para a minha vida.”
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Na universidade, ela conta que já tinha a expectativa de ser a única garota da sala, porém teve uma grande surpresa ao encontrar sete meninas na sua turma, o que a deixou bastante feliz por não ser a única e perceber que o tabu de ser uma área majoritariamente masculina estava sendo quebrado. Ao final do curso, ela conta que havia ainda mais meninas entrando e também se formando na graduação.
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“A minha principal motivadora foi minha mãe, por ser uma mulher muito forte e nunca me deixar desistir. Ela sempre esteve ali me dando apoio, dizendo que eu podia fazer, só bastava querer. Basta você ter força de vontade, lutar e correr atrás. Mesmo que eu nunca tenha sofrido preconceito na faculdade ou no ambiente de trabalho, conheço mulheres que já sofreram, mas nunca desistiram. Continuem lutando, um dia a área de T.I vai ficar ainda mais feminina do que já é.” 

Nós, da Pagcerto, desejamos a todas as mulheres ainda mais conquistas, não só hoje mas todos os dias. Que a luta por crescimento, igualdade e inclusão se estenda em todas as áreas. #MulheresnaTecnologia #8m #DiaInternacionaldaMulher